Domingo, Dezembro 17, 2006

TV só pra jogar meu Atari

Hoje o Inter foi campeão do mundo. Bom, deve significar bastante pra alguém. Pra mim, já perceberam que não.

Mas mesmo não torcendo pro Internacional (pra time nenhum, na verdade), esse jogo era um convite aos apreciadores do bom futebol, afinal era final do torneio interclubes mais importante do planeta, tinha o melhor jogador do mundo em campo e o time mais valorizado atualmente. Mas eu preferi dormir a assistir à partida. Dois motivos: muitas cervejas, muito sono; e já imaginava que seria um jogo bem ruim.

Ouvi relatos de que foi bem ruim mesmo. Na verdade, tenho achado que a grande maioria dos jogos de futebol têm mais chance de serem apresentações pífias. Chegando ao patamar de chatice do futebol americano e de campeonatos do homem mais forte do mundo. Só não perde pra baseball, Kasparov versus Deep Blue e disputas de gamão.

Sabe, entre um gol e outro, entre um touchdown e outro, tem muito lance entediante, que talvez nem sejam dignos de serem chamados de "lances". Um monte de homem correndo atrás de uma bola que nem sempre é redonda. E nem são homens bonitos, excetuando o Beckham, mas ele usa calcinha.

E ainda tem o Galvão Bueno que é outra desatração nos jogos televisionados...

22:51 -
Bidê

Estava eu por aqui, lembrando dos papos de bar que rolaram ontem. Um dos assuntos foi como as pessoas limpam a bunda, que surgiu porque no meu banheiro tem uma daquela mangueirinhas, estilo bidê, mas sem a porcelana pra sentar e com jato direcionável. Eu nunca usei, afinal eu não sei como se usa pra me limpar depois de uma bela cagada. Não sei se a água tem que bater de frente ou apenas tangeciar o ânus.

Essa coisa me fez pensar sobre o que as pessoas dificilmente falam pra outras. Sabe, eu não vou sair por aí perguntando como é que se usa a tal mangueirinha, mesmo porque eu estou satisfeitíssimo com o papel higiênico folha dupla (perfumado, às vezes).

"Como usar o bidê", "de que jeito se masturbar", "fazer lavagem intestinal ou não", "cuspir ou engolir" talvez sejam alguns exemplos de questões que as pessoas dificilmente discutem. E dá pra perceber que eles têm algum conteúdo sexual ou escatológico envolvido, que estão ligados ao mais íntimo da pessoa.
Eu, apesar de ser a favor de que todas essas coisas sejam faladas abertamente, não quero que ninguém me imagine sentado no bidê levando umas jatadas de água no rabo. Dá uma sensação de estar desprotegido, saca?

Por falar nisso, eu já mijei num bidê, quando era criança, e achei bem estranho a descarga ser daquele jeito.

13:05 -

Sábado, Novembro 11, 2006

Não dá pra não ler

Acabou o pleito afinal. E quando falo de pleito sempre lembro da piada sem graça demais do José Simão que ele quer "blunda" não "pleito". Acabou faz tempo, é verdade.

O que me chamou atenção no decorrer das eleições foi a quantidade de discussões sobre a revista Veja. Ela é ou não tendenciosa? É uma boa revista? Ou eu não devia me atrever a pôr minhas mãos nela?

O que eu tirei da época do processo eleitoral foi que eu não devo nem sequer olhar para Veja (sempre achei engraçado me referir a um substantivo sem colocar o artigo na frente), pois a desgracenta da publicação quer me levar para o caminho mal. PSDBistas do capeta.
Bom, é o que dá viver num círculo de convivência majoritariamente esquerdista (alguns revolucionários, alguns mais brandos). Não estou repudiando qualquer um desses dois lados, de maneira nenhuma, afinal "não estou repudiando qualquer um desses dois lados, de maneira nenhuma" é frase clássica de quem está em cima do muro e não sabe o que achar.

Sobre a dita cuja da revista, ela expõe claramente de que lado ela está, desde faz tempo. E eu não devo deixar de lê-la apenas porque ela defende uma opinião contrária a minha. Se os eleitores defenderam tanto o confronto de idéias nos debates presidenciais, acho que essa prática devia estar presente no seu cotidiano, o que incluiria ler uma revista com idéias contrárias às suas.

E, se formos analisar objetivamente, é só um amontoado de papel impresso, não é verdade?

21:42 -

Quinta-feira, Setembro 28, 2006

A outra história americana

Os americanos (dos Estados Unidos) gostam de botar a culpa de seus próprios problemas nos outros e dar tiro neles por conta disso, né?

22:20 -
Apenas uma nota sobre "escândalos" sexuais

Eu nem ia falar sobre nada disso, afinal não tenho nada a ver com a vida sexual de ninguém, seja a pessoa pública ou não.

Li uma outra nota no UOL que me fez escrever isso aqui. O que tem de interessante em procurar ficar sabendo do que aconteceu na última noite sexual de uma apresentadora de televisão? Pra mim, tanto quanto saber em qual braço ela usa o relógio, ou seja, nada. Ainda mais de uma pessoa que eu nem sequer conheço, e tem influência quase nenhuma na minha vida.

Dá nojo esse voyeurismo que fica horrorizado ao saber de algum detalhe sobre a prática sexual (ou não) do observado, ou fica dando aqueles risinhos de lado, como se fosse algo totalmente alienígena do qual não se tivesse relato na história do comportamento humano. Ah, e como se o próprio voyeur tarado não fizesse sexo, até de modo mais heterodoxo.

Não tendo uma exposição proposital e forçada, façam sexo na praia, sexo oral no salão oval ou falem sobre a última experiência sexual no intervalo de seu programa.
Se houvesse mais abertura e naturalidade no trato desse assunto, não teríamos que ouvir o Pelé dizendo que falaria com seu médico se tivesse algum problema.

19:25 -

Domingo, Setembro 24, 2006

Uma melhora na qualidade de vid-



- Votem em mim para deputada -putada.

01:28 -

Quarta-feira, Setembro 20, 2006

Odeio humanos

Haha, engraçado este título.

Vejamos, como começar esta bagaça?
Tem bastante coisa que vejo quase todos os dias de que tenho uma raiva imensurável. Não vou falar sobre corrupção, mensalão e essa coisarada toda, afinal, isso nem me irrita tanto, pois sou o brasileiro típico, apático e poético. Assonância e aliterações à parte, são algumas ações do cotidiano que me acontecem que eu pouco suporto.

Por exemplo, quando você está quase pegando no sono depois de um dia cansativo, mó gostoso na cama, silencioso, escurinho (nada de masturbação, afinal você está extremamente cansado e sem imaginação). Não mais que de repente vem um corno (ou corna) gritando "ÔH! CÊ TÁ ACORDADO?!? HEIN?!? HEIN-ÍÍ?!?". Você não dá corda, pois quer mais é dormir e que o resto se lasque. Se considerarmos uma pessoa perspicaz, ela pensaria então "hum... não respondeu então deve estar dormindo". No entanto estamos falando do seu pai, da sua mãe, dos seus irmãos ou seus amigos, todos esses seres que não têm por característica marcante o bom senso (afinal te escolheram pra filho/irmão/amigo, mas esta é outra história), então eles vêm e acendem a luz e logo apagam só pra ter certeza que está dormindo (e cornetar o merecido sono). Dá vontade de golpeá-los com a maior força possível, mas você deixa passar por ser uma pessoa superior, certo?   ;)

Tem também aquele tipo de pessoa que quer de qualquer jeito ligar pra você e falar com você. Liga uma vez, dá um milhão de toques. Não obteve resposta, liga novamente. E de novo. Não passa pela cabeça do tamanho de um alfinete da pessoa que o outro para quem está ligando está na aula, ou cagando, ou na última fase do Mario Bros., ou fazendo sexo no mar, e a última coisa que quer fazer é atender o celular ou o telefone fixo. E normalmente o assunto a ser tratado é que a hamster da tia teve trigêmeos. Além de ser extremamente irritante, eu me encaixo neste item, o que me deixa bastante desapontado comigo mesmo...   :/
Outras coisas que me desgradam profundamente são: falar coisas óbvias, contar piadas sem graça continuamente, não perceber que se está contando coisas óbvias ou falando piadas sem graça continuamente, entre outras que estou com preguiça de me fazer lembrar. E também não vou expor um causo engraçadinho com estes últimos porque tenho que cortar as unhas para jogar bola.

E tenho dito.
Não me encham as bagas.

18:14 -

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

Jackass

"Hi, my name is Steve Irwin, and this is manta attack!"

R.I.P.

01:25 -

Terça-feira, Setembro 12, 2006

Torcendo contra

Bom, indo direto ao assunto, eu sou contra torcer contra. Sou tão contra torcer contra que nem mesmo torço contra quem torce contra.

Mas, deixando de lado essa bobeira que mais parece trava-língua do que coisa séria, eu acho que as pessoas perdem muito ao torcerem para que algo dê errado ou que alguém sofra com um infortúnio. Não se ganha nada com isso, a não ser um tanto de satisfação dos sádicos (outro grupo que será levado em consideração na minha deleção orkutiana).
Não estou dizendo, por exemplo, que preferiria um homem-bomba ter sucesso abrindo uma cratera em uma base norte-americana a ele não matar nem ferir ninguém. Nem que gostaria que um surto de sífilis hemorrágica acometesse todo o elenco de Malhação numa rave-sexual na casa do professor Afrânio para que o programa fosse suspenso por tempo indeterminado, e, assim, os jovens se emburrecessem menos.

Pode parecer até um pouco romântico, mas eu torceria para que o tal homem-bomba se desse conta que não leva a nada explodir a si próprio e ao exército americano. E que o tal bacanal fosse na casa do Cabeção, afinal, ele está solto, solteiro.

Brincadeiras à parte, e resumindo o meu pensamento, ao invés de torcer contra alguma coisa, devia-se pensar numa alternativa saudável para que a situação em questão acabe da melhor forma possível. (se não puder colocá-la em execução, torcer para que alguém o faça)

Não como você deve estar fazendo agora, torcendo para que essa chatice de texto acabe logo e termine sua tortura, ao invés de torcer para que eu ache sinônimos do verbo "torcer" para acabar com a infinita repetição e lembre que todo esse negócio sério não leva a nada e que aquilo que importa mesmo é a tríade "sexo, drogas e rock'n'roll" e coloque aí embaixo um link para um site pornográfico de groupies totalmente cheradas.

um link para um site pornográfico de groupies totalmente cheradas

17:21 -

Sábado, Setembro 09, 2006

Orkut 2.0

Acompanhando alguns capítulos da novela orkut versus Ministério Público, ou vice-versa, pude o quão mau pode ser liberar algum espaço pros internautas se manisfestarem sem restrição. Dá espaço pra manifestações de nazismo, intolerância, mas pior que isso, dá margem ao mau gosto e a bobo-alegrice. O que dizer da comunidade Felipe Dylon é meu amigo? Ninguém devia se orgulhar de ser fã dele, quanto mais ser amigo íntimo do cara. O mais interessante é que fã-amigões do cara aparecem lá gritando palavras de ordem e dizendo que os participantes da comunidade não têm competência nem a moral de serem amigos do surf-teen-singer. Ora, façam-me o favor, criem um pouco de senso humor nessas cacholas orkutaholics (neologismos bonitos surgindo neste texto, não?!).

Bom, talvez pensando nisso, o empresário e programador John Orkut criou uma nova ferramenta para os usuários do mais famoso site de ralacionamentos do Brasil. Agora você pode ver os contatos que tem em comum com qualquer outro usuário. Ou seja, você vai poder eliminar as laranjas podres da sua rede de contatos do orkut. Se for contra o nazismo, a intolerância e a bobo-alegrice, vai poder empregar sua própria eugenia (lembrando que você é contra o nazismo), tendo na sua lista de amigos apenas o pessoal que não tem nenhum tipo de ligação com os tipos representantes dos itens acima.

Eu vou começar a minha agora mesmo.
Orkut: separando o joio do trigo, sutilmente. (o que é joio?)

21:27 -

Sexta-feira, Setembro 08, 2006

Volta

Não sei porque eu parei com esse blogue.
Mó bonito!

02:28 -

Terça-feira, Março 14, 2006

Pulp Fiction

Eu sou contra a violência (física, verbal tudo bem, né, babacão?). É justo, sou mais frango que qualquer leitor deste blogue. Já perdi uma disputa de braço-de-ferro pra uma garota uma categoria mais leve que eu. Mas na categoria peso morto eu sou indiscutível campeão. Passado esse detalhe vergonhoso da minha vida...acho que poucas coisas justificam um soco, quanto mais chute no saco, dedo no olho ou puxão de cabelo.
As coisas podem muito bem ser resolvidas com uma simples discussão, chá e biscoitos. Isso se houver biscoitos. (travou o texto nesta parte, fui responder emails, tirar catota do nariz, voltei, nenhuma idéia, pulei pro próximo tópico da ata)

No entanto, eu gosto muito de violência e sangrera na ficção. Quanto mais porrada, quanto mais sangue jorrando, quanto mais tiro, quanto mais "quanto mais", melhor! Me realizo vendo filmes do Jet Li e do Tarantino, e jogando games de tiro (jOg4 cS vEiLoWwW!!11).

Sigam meu exemplo e dirijam seus ímpetos violentos para a ficção, para o imaginário. A vida será muito mais feliz assim. Para todos.

Eu não bato nem no meu travesseiro.
Com amor,
Gandhi

21:09 -

Segunda-feira, Março 13, 2006

Minhas férias de verão

Aproveitando que o carnaval já acabou (delay de uma semana), vou escrever uma pequena redação sobre as minhas férias de verão, tal qual aquelas recomendadas pela professora de português, num acesso da mais pura criatividade. Sei que nunca tive vontade de escrevê-las. Minhas férias eram chatas. As dessa temporada foram jóia. No mínimo. E no máximo flashes. Pois é, eu estava bêbado na hora. Em qual hora? Na maioria. E por que estou sobrecarregando o texto de pontuação? Eu não sei. Continuando. De três histórias dignas de serem contadas sobre meus feitos, de duas eu não me lembro. E como eu só escrevo aqui sobre o que eu tenho plena noção, daí o nome do blogue, esta humilde postagem terá até um terço, apenas, das informações sobre as minhas férias de verão.

Ih, caraca, olha a hora, tenho aula cedo amanhã. Tenho que dormir.
Como dizem os portugueses, boas noites.

00:58 -

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

Computador: a imagem da besta

Lembro-me do meu primeiro 48meia que tive. Não fazia nada, só dava pra jogar Ski, aquele jogo que terminava quando o abominável homem das neves te pegava (era uma bosta!). Nessa época não existia Internet nem suco de frutas à base de soja.
Depois veio o Pentium 133MHz. Na verdade não sei o que esse número significa, mas quanto maior mais caro (ou não) e melhor (ou não). Não lembro se era ano de eleição nem os programas e jogos que estavam na moda. Só sei que um dia surgiu um ponto preto no centro do monitor que não amparava o feixe de elétrons (e quem olhasse diretamente pra ele virava pedra). Os dinossauros já haviam sido extintos.
Então veio o AMD 450MHz. Surgiu a Internet aqui em casa e a pornografia gratuita e liberada. Comecei com a péssima mania de escrever em blogues e de brincar de webmaster (*pretensão*). Foi um grande passo (para trás) pra quem só jogava paciência e campo minado.
Depois adquiriram mais dois computadores com mais siglas e quantidades de megahertz. Não me importo mais com isso. Mas fico aprisionado na frente da tela baixando mp3, tentando invadir os computadores da NASA e mantendo este blogue. Vida infeliz... queria que os computadores pessoais não tivessem sido inventados, daí eu estaria livre pra passar 6 horas na frente da televisão assistindo minhas séries favoritas...

Bom, na verdade eu iniciei esse texto com a idéia de comunicar que estarei, em breve, construindo um novo layout para esta página. Mas daí acabei descambando pra lamentação e auto-depreciação e me perdi num mar de lágrimas.

NOVO LAYOUT. AGUARDEM.

19:39 -

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

Enquanto isso, fora do mainstream...

Tô começando a ouvir e procurar novos sons de bandas novas ou bandas velhas que não têm tanta projeção (pelo menos nacional). Comecei porque tô ouvindo muito rádio, e há muito lixo por aí. Nem tudo é, mas há muito. O que não quer dizer que eu não goste, gosto de muito lixo musical.

Mas prefiro buscar sons que me agradem plenamente, assim como cerveja bem gelada com churrasco. Bom, não sou bom pra falar de bandas, sons e afins, então vou interromper o texto e só passar as bandas que recomendo.

Wonkavision* - me encanta vocal feminino e a proposta da banda: letras tristes e melodia animada

Moptop* - Strokes + Franz Ferdinand + Los Hermanos, óia, ótimo (e o site deles é campeão!)

Rádio de outono* - como já disse, me encanta vocal feminino, e agora gostando de Pernambuco, e, como assim?!? não tem guitarra?!? jóia!

Los Hermanos - banda carioca muito boa, carnavalesca, tem uma música que parece que vai estourar, "Anna Júlia", confiram

* músicas no site da Trama Virtual / Moptop tem no site deles também

23:31 -

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

James!!!!!!

Eu fui promovido a motorista aqui de casa. Porém não ganhei meu quepe, meu terninho preto e minhas luvas brancas pra usar de uniforme. Ainda bem...

Consegui minha promoção com menos de um ano de carta. É claro que fui competentíssimo durante esse período: não tomei nenhuma multa, não causei nenhum acidente, não comi doces antes do almoço... quero dizer, só uma vez. Certa vez peguei a correspondência e uma delas era uma notificação de multa de excesso de velocidade em uma via de 70 km/h. No caso, meu pai havia se apressado um pouco além do aceitável pelas autoridades do trânsito. Bom, entre outras coisas, por isso que eu ganhei o cargo, não ele.

O ruim de ser o motorista de uma companhia do porte da minha casa é que você não tem férias remuneradas, folga semanal, décimo terceiro salário nem remuneração fixa (nem variável, nenhuma remuneração, afinal).
O bom de ser motorista é dirigir para lugares exóticos, conhecer o mundo, sentir o vento no cabelo a 120 numa longa estrada. No entanto, como não tenho folga e não posso fazer essas coisas, o melhor de ser motorista é ganhar na loteria e deixar de ser motorista.

Se vocês se comoveram com a minha pobre situação atual aguardem uma postagem sobre minha experiência no atendimento de uma locadora de vídeos.

20:01 -

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

Vocês são rebeldes e vão morrer pisoteados

Eu já gostei de novela mexicana. Todo mundo já gostou. O melhor exemplo é a série de desventuras de um grupo de alunos da professora Helena. Quem nunca chorou ao ver o Cirilo tomar fora após fora da Maria Joaquina? Ou não deu risada do Jaime Palilo, aquele gordinho charmoso?

Eu já acompanhei toda tarde a Malhação também. Mas nego até hoje. Não conheço nenhum dos triângulos amorosos formados por um bonitão (feio, mas bonitão), uma bonitinha exemplo de conduta e bom senso (mas tosca, convenhamos) e uma gostosona malvada (bem gostosa). Não sei o que é Múltipla Escolha. E nem sei quem é Cabeção.

Eu gosto de Los Hermanos e fui a um show deles sexta-feira passada no Kazebre. Tava lotado pra caralho, muita gente se espremendo na frente do palco. Bastante empurra-empurra também. Eu estava lá no meio da galera e, no entanto, não morri pisoteado. Deve ser porque fã de Los Hermanos é tudo bunda mole.

Com isso quis mostrar que, tendo bom gosto, você dificilmente morre pisoteado.
Portanto não goste de novela mexicana, não acompanhe a Malhação e ouça somente bandas cujos fãs são meio bananões.

16:03 -